Os critérios de engenharia são essenciais para reduzir paralisações e claims em contratos de infraestrutura, como destaca Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.

Critérios de engenharia para reduzir paralisações e claims em contratos de infraestrutura segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim

Por Diego Velázquez 6 Min de leitura
Os critérios de engenharia são essenciais para reduzir paralisações e claims em contratos de infraestrutura, como destaca Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim relaciona a prevenção de paralisações à adoção de uma engenharia disciplinada, capaz de transformar premissas em decisões técnicas rastreáveis, com impacto direto na fluidez do canteiro de obras. Em contratos de infraestrutura, os problemas raramente decorrem de um único fator isolado; na maioria das vezes, resultam do acúmulo de indefinições, versões desencontradas de projetos e frentes de trabalho que avançam sem base técnica consolidada.

Nesse contexto, o conflito não surge de forma repentina. Ele se constrói gradualmente quando planejamento, suprimentos e execução deixam de operar sob o mesmo conjunto de premissas e restrições. A aplicação de critérios claros de engenharia, com documentação consistente e alinhamento entre as áreas envolvidas, é fundamental para reduzir riscos de paralisações e minimizar a ocorrência de claims contratuais.

Base técnica “construível” para reduzir improviso em campo

Na prática, o primeiro filtro é garantir que o pacote de projeto esteja pronto para ser executado, e não apenas “aprovado” em termos formais. Para Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, compatibilizar interfaces, fechar especificações críticas e tornar explícitas as tolerâncias reduz o número de solicitações emergenciais durante a produção. Desse modo, o planejamento passa a refletir uma sequência executiva viável, com restrições mapeadas, permitindo que a mobilização entregue avanço real, em vez de gerar espera e retrabalho.

Ainda assim, premissas precisam existir no papel e no controle do dia a dia. Condições de acesso, janelas operacionais, disponibilidade de energia, rebaixamento de lençol, liberações de terceiros e interferências previsíveis devem constar como condicionantes do cronograma e do custo. Por conseguinte, quando uma premissa não se confirma, o impacto pode ser medido com objetividade e tratado no tempo certo, reduzindo discussões baseadas em memórias diferentes do que foi combinado.

Interfaces e restrições tratadas como rotina de produção

Contratos de infraestrutura reúnem projetistas, fiscalização, concessionárias, fornecedores e, muitas vezes, a operação existente e o entorno. Nessa dinâmica, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim aponta que o gerenciamento de interfaces precisa ter método, pois dependências ocultas geram paradas silenciosas. Matriz de responsabilidades, mapeamento de interferências, calendário de liberações e ritos de alinhamento técnico organizam decisões antes do choque entre frentes, evitando que uma equipe dependa de outra sem coordenação.

Nesse sentido, restrições não podem ser “descobertas” quando a equipe já está no local. Licenças, aprovações, acessos, interferências subterrâneas e prazos de fornecimento devem ser acompanhados como itens vivos, com atualização contínua e prioridades claras. Assim, reuniões de produção e relatórios de restrição sustentam um canteiro com frentes efetivamente liberadas, reduzindo remobilizações, esperas e a erosão de produtividade que alimenta claims.

A prevenção de claims em contratos de infraestrutura depende de planejamento técnico e gestão rigorosa, segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.
A prevenção de claims em contratos de infraestrutura depende de planejamento técnico e gestão rigorosa, segundo Elmar Juan Passos Varjão Bomfim.

Suprimentos previsíveis e qualidade preventiva para cortar retrabalho

Paralisações também se formam na cadeia de suprimentos, especialmente quando datas de necessidade, inspeções e logística não conversam com o cronograma real. De acordo com Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, integrar engenharia e compras é um critério prático de estabilidade, pois especificação clara, prazos coerentes e planos de inspeção alinhados diminuem a chance de “espera por material”. Dessa forma, o canteiro preserva ritmo e evita decisões de substituição às pressas, que podem gerar incompatibilidades e novos atrasos.

Ao mesmo tempo, o controle de qualidade precisa ser preventivo, pois retrabalho altera sequência, consome equipe, distorce medições e compromete marcos contratuais. Ensaios, inspeções e rastreabilidade reduzem aceites frágeis que, mais tarde, viram correções emergenciais. Portanto, critérios de aceitação objetivos e registros consistentes funcionam como proteção do cronograma, já que evitam refazer serviços em fases posteriores, quando a intervenção é mais cara e mais lenta.

Registro tempestivo e mensuração de impacto para desarmar disputas

Claims prosperam quando impactos existem, porém, não são registrados com rastreabilidade e no momento adequado. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim ressalta que documentar eventos, versões de projeto, decisões e restrições com data, responsável e evidência de campo transforma debate em fato verificável. Assim, o contrato ganha clareza sobre origem e extensão do impacto, reduzindo interpretações retrospectivas e discussões prolongadas.

Portanto, mensurar o impacto exige visão integrada: custo direto, custo indireto, produtividade, mobilização, interferências e extensão do prazo precisam ser analisados em conjunto. Desse modo, reequilíbrios, quando cabíveis, se apoiam em base técnica e não em estimativas genéricas. Por fim, reduzir paralisações e claims depende de uma engenharia que antecipa restrições, estabiliza suprimentos, protege a qualidade e registra o que acontece no tempo certo, mantendo a execução mais fluida e a relação contratual menos exposta a disputas.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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